Hey jogadores e jogadoras, como andam seus resultados em torneios? O meu mês começou ótimo, 4 torneios conquistados, inclusive um PPTQ. Tropecei, porém, na ultima rodada do Circuito Ligamagic, cometendo algumas falhas que eu já havia cometido antes e, em um desses momentos, recebi a sugestão do jogador ao lado (meu teimoso amigo Tonho) a escrever sobre coisas que atrapalham seus jogos em torneios. Partindo disso, isso dou a vocês algumas dicas de como melhorar seus resultados em torneios.

1. Nada que muito treino não resolva

Parece clichê, porém mesmo iniciantes se veem frustrados ao serem derrotados, as vezes culpando a sorte, o deck, o clima, a iluminação, etc. Mas a verdade muitas vezes é que do outro lado da mesa existe um jogador dedicado que merece ganhar o jogo, então você deve se perguntar: O que tenho feito para melhorar o meu ‘Magic’?

1.1. Conheça bem o formato

Quem nunca tomou uma cólera logo após ‘cuspir’ a mão que atire a primeira pedra; por mais estúpido que pareça, já vi pro player entregando game em GP por esquecer da carta X ou Y. Treinar com/contra os principais decks do formato evita de fazer besteiras e também entender a mecânica de cada um. Um bom exemplo apareceu em uma partida que Thiago Saporito usou um Ferramenteiro Exemplar pra bloquear um Mensageiro de Bomat no turno 1. Aparentemente ele entregou 3 de dano por 1 de vida, mas a verdade é que o deck do mensageiro, Rakdos Aggro, utilizava muitas mecânicas com artefatos, e perder a carta fez o deck não desenvolver e perder na progressão do jogo.

1.2. Compreenda e gerencie seus recursos

Aprenda sobre recursos e jogue diariamente. Cada formato e deck tem sua maneira de se comportar com recursos. No Standard atual, sem combos, uma presença de campo é fundamental no embate (com exceção do emocionante mirror de controle); já no modern cada deck tem seu recurso principal, como o card advantage, ou a vida no caso do Death Shadow; outro exemplo é o MonoBlue do pauper ou o Temur Delver no legacy, em que o ‘tempo’ é fundamental. Enfim, lembre-se: usar um descarte ou removal aparentemente é ótimo, mas é provável que o oponente esteja ganhando um turno a mais para desenvolver sua estratégia, então antes de baixar uma Liliana do Véu e fazer melhor uso de manas no turno, um jogador de Jund sempre deve cogitar fazer o Tarmogoyf e começar a descer o braço/fazer o oponente perder uma ou duas manas para dar o removal.

Recursos existentes: Vida, cartas na mão, cartas no campo, turno, presença em cemitério, grimório.

1.3. A arte do Sideboard

Aqui é onde a maioria dos jogos são definidos: a qualidade do seu sideboard e sua habilidade em trocar cartas. Algum dia com mais embasamento escreverei um post só sobre o assunto, mas hoje a dica é: use os conhecimentos que eu citei acima e conheça o metagame do torneio; há várias maneiras de proceder na criação do side, digo criação pois não adianta copiar uma lista quando muitas vezes o metagame é diferente. Hoje em dia no Standard por exemplo, as listas comprovadas em grandes torneios ainda são preparadas para lidar com a já banida Maravilha (não tão maravilhosa assim), e também seu meta local pode ter grandes diferenças em relação aos  GPs com deck rogues e sem um deck ou outro.

2. Analisando tudo!

Nada como conhecimento empírico:

2.1 Floodei, ziquei, faltou criatura, ou não!

Algo que me fez aceitar melhor derrotas é no fim do jogo contar as cartas, número de terrenos, criaturas, removals enfim. Ouço muita reclamação de flood (quando só vem Land), mas muitas vezes é devido o jogo ter se prolongado, chegar a 10 terrenos parece ruim se você estiver jogando com um deck aggro, mas se você compra metade do deck obviamente isso vai acontecer. Há muita matemática envolvida em uma boa curva de mana e muitas vezes a progressão jogo será improvável e até cômica (ativou Maravilha encontrou: 5 terrenos e o único Censurar do deck, já pode começar a chorar).

2.2. O poder do Muligan

Esse é erro frequente em todas as mesas (principalmente na minha): dar keep em mãos acreditando nas compras. Com a regra da vidência (scry) o Muligan passou a ser um novo mundo. Uma das técnicas que eu tenho feito é analisando se eu manteria a mão mesmo com uma das cartas a menos, se sim, eu mantenho, caso contrário prefiro um card a menos e o controle do topo. Outro fator determinante é estar na play ou no draw; a play te dá uma vantagem no jogo, logo não é necessário ser tão crítico, porém não começar e ter uma carta a mais na mão normalmente pede uma mão melhor, principalmente que você comprará a carta que vc manteve no topo ou não. Outra coisa é analisar seu deck ou do oponente; em estratégias injustas normalmente card advantage é um pouco irrelevante nos dois lados (Force of Will está aí pra provar isso)

2.3. Avalie a situação do jogo

Outra questão difícil é reparar o caminho que o jogo está trilhando, quão bom ou quão ruim a situação está e o que pede cada uma delas. Algo que eu citei no tópico 1.1 ajuda muito aqui, imaginar qual a carta vai te dar muitos problemas e ir ao redor dela, ou jogar aceitando que se o oponente a tiver você já perdeu, então é melhor simplesmente torcer que ele não tenha. Aqui só lembro uma dica de um dos melhores jogadores; Jon Finkel, que disse que só existem sempre duas jogadas: a certa e a pior jogada possível.

Essa é a parte 1 das minhas técnicas e conhecimentos pessoais para obter resultados. Se vocês tiverem alguma sugestão deixem nos comentários que eu posso colocar na parte 2. Até semana que vem galera!

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