Bem vindos de volta, jovens amantes das práticas do Magic Moderno!

Durante o fim de semana tivemos nada menos que TRÊS GPs Modern, com 13 arquétipos diferentes fazendo Top8 e outros tantos fazendo Top16, provando que o formato está absurdamente diverso e que conhecer o seu próprio deck é mais importante do que nunca num ambiente onde qualquer coisa pode acontecer.

Hoje vamos falar de um baralho que quase nunca chama atenção mas que fez 2 Top4s neste fim de semana, e que ainda tem muita margem para se adaptar a qualquer ambiente/bolso/gosto pessoal, o que pode ser um belo atrativo pra quem ainda está começando no formato ou não pretende gastar tanto pra jogar de forma competitiva.


Serafin Wellinger – GP Lille Top4

Terrenos (22)

Criaturas (28)

Outras Mágicas (10)

SIDEBOARD (15)

 


Brandon Semerau – GP Indianapolis Top4

Terrenos (22)

Criaturas (30)


 

As duas listas se baseiam em criaturas que atrapalhem o jogo do oponente de alguma forma e usar  Frasco do Éter para pô-las em jogo com sua habilidade ativada, normalmente quando a habilidade da criatura for ser relevante. Em um formato cheio de fetch lands, uma das principais criaturas do baralho é o Árbitro Leonino, que atrapalha ou impede o oponente de procurar o Grimório para procurar por terrenos, o que faz o seu Caminho para o Exílio ainda melhor. Thalia, Guardiã de Thraben é outra criatura-chave, atrasando as mágicas que não sejam criatura do seu oponente em um turno. A interação entre Thalia e o Árbitro pode fazer o oponente ficar “pra trás” por tempo o suficiente para que suas criaturas vençam o jogo como o bom e velho White Weenie faz desde a década de 90.

Outra interação chave é entre Asas da Inexistência/Anjo da Restauração e as criaturas com alguma habilidade desencadeada ao entrar no campo de batalha, especialmente Implantador de Lâminas ou Testemunha eterna. Colocar uma criatura 3/3 com iniciativa ou trazer de volta uma carta do cemitério já são bons o suficiente, agora imagine conseguir fazer isto mais de uma vez, enquanto salva uma criatura de um combate ou de uma remoção e ao mesmo tempo adiciona uma nova criatura voadora ao seu campo de batalha. O corpo 3/4 do Anjo da Restauração normalmente é suficiente para imprimir a pressão necessária pra vecer o jogo na força bruta, e Asas da Inexistência ainda pode remover um bloqueador do oponente, abrindo caminho para mais dano no turno no qual entra em jogo.

Este é o núcleo do baralho e o seu plano principal de jogo. As outras criaturas em volta disso são o que entram ou saem de acordo com o metagame esperado, “hateando” o que você espera que seja a estratégia dominante do torneio. No caso da semana passada, com o sucesso do Dredge, o Lodo Necrófago esteve bastante presente, com sua habilidade de exilar as criaturas do cemitério do oponente, especialmente Amálgama Cobiçado e Terror Sanguinário. Para combater os decks Burn, Informantes de Cozinha; contra Affinity, Mago do Bando Qasali e/ou Sábio da Reivindicação, e por ai vai, de acordo com seu gosto e o que se espera do seu torneio.

Esta flexibilidade e espaço para customização são as principais forças do baralho e um dos principais atrativos para quem quer se estabelecer no formato de forma econômica. Ter uma pool de cartas que podem entrar e sair do baralho dependendo de como está o seu ambiente local, como Voz da Ressurgência, Aves do Paraíso, Rastreador Incansável, Thalia, Cátara Herege, Golpeador Loxodonte, Sigarda, Hoste das Garças, Mnemocensor Aviano e uma infinidade de outras criaturas, podem ser a chave para o baralho sempre se adaptar e surpreender tanto no nível local quanto nos grandes torneios.

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