Oi gente!

Tudo bem com vocês?

Eu sou o Ryu, jogo Legacy desde 2011, e nesta coluna falarei sobre esse formato que muita gente joga a tanto tempo e considera pacas!

Acredito que todo mundo sabe que Eternal Masters será lançado agora em junho e como o spoiler completo saiu na sexta-feira passada, nada mais justo do que postar minhas impressões sobre o set, certo? Vou separar meu review em duas partes: reprints e draft (visão geral).

Parte 1: Reprints

Se você estava acompanhando diariamente os spoilers de Eternal Masters e joga Legacy/Vintage/Commander (ou joga Magic a bastante tempo), provavelmente essa imagem te representou muito bem durante a spoiler season:

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A Wizards mandou muito bem na escolha dos reprints. Várias cartas icônicas foram incluídas na edição ao longo de todas as raridades (Force of Will, Winter OrbSword to Plowshares e Counterspell, só para citar algumas), além de caras caras que jogam formatos específicos (como Karakas, Maelstrom Wanderer e Dack Fayden) ou múltiplos formatos (como Jace, the Mind Sculptor, Sensei’s Divining Top e Mana Crypt). Até o Pauper recebeu atenção: além de Chain Lightning e Sinkhole darem as caras, algumas cartas fortes e/ou interessantes tiveram sua raridade modificada para comum (Nimble Mongoose e Peregrine Drake, estou olhando para vocês!), o que pode dar uma boa sacudida no metagame desse formato.

O flavor é outro ponto positivo do set. Quem joga a mais tempo com certeza deve ter encontrado alguma carta (ou várias!) que marcou alguma época de sua vida de jogador e sentido aquela nostalgia boa (admito que mais da metade do set me fez isso haha).

Parte 2: Draft

Aqui a Wizards fez um ótimo trabalho também. Fazer uma edição draftável com várias das cartas mais poderosas do jogo sem terminar em um Cube é um desafio e tanto. Englobar todos os arquétipos clássicos (aggro, control, combo) coloca a tarefa no Very Hard. Fazer o jogador ter a sensação de estar jogando Magic como se era jogado a mais de 10 anos atrás sem desequilibrar o draft bota a tarefa no nível de dificuldade Nintendo 8-bits.

Além disso, o flavor transborda aqui também. Os arquétipos agradam a todos os gostos e idades: tem tribal (BG Elfos), tem mecânica hispter (UG Threshold), tem combo (UB/UR Reanimator; dá até para fazer o velho combo de mana infinita/blink infinito do Vintage com Worldgorger Dragon + Animate Dead!), tem arquétipo de formato construído (GW Enchantress) e de formato limitado (alguém lembra de como era legal jogar de UR Burning Vengeance em Innistrad?), tem Hard Control (UW com Wrath of God, Swords to Plowshares e Counterspell para matar as pessoas de tédio? Me gusta!), e tem aqueles arquétipos clássicos que todo draft padrão tem (RW/RG Aggro, UW Fliers). Tem até o arquétipo de 3/4/5cc Honden de Kamigawa (que era engraçado e bizarro de se jogar), que é draftável se as estrelas alinharem no céu a seu favor.

Para balancear o draft várias cartas tiveram suas raridades promovidas e isso é uma pena, mas elas no geral a mudança faz bastante sentido: a maior parte dessas cartas são fortes demais para sua raridade original e tornariam vários jogos não-interativos, e por consequência uma experiência bem desagradável (ou os jogos não acabariam nunca: imagina um draft onde todo mundo usa Sensei’s Divining Top no deck!).

(Menção Honrosa: Ok, Control Magic ser rara é broxante. Mas nem tudo é perfeito, né?)

E isso é tudo pessoal. Até o próximo capítulo!

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